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O blog Antropologia da Criança apenas divulga eventos e publicações. Procurem nas respectivas postagens o link do evento para fazer sua inscrição, bem como o link da revista para enviar seu texto - a página Contato não serve para isso.
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domingo, 8 de fevereiro de 2015
terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
VI Congresso Intenacional de Santa Maria/ RS
Entre 06 e 09 de maio ocorre o VI Congresso Intenacional de Santa Maria/ RS, com o tema Educação Humanizadora e desafio éticos na pós-modernidade.
Submissão de trabalhos de 02 de março a 13 de abril.
Mais informações: http://www.fapas.edu.br/congresso/index.html
quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
Ontem vi uma pipa que brincava com meninos...
Ontem no início da tarde, eu caminhava para ir a faculdade.
Ao passar por um dos pontos de ônibus do meu bairro, observei três meninos que aproveitavam a ventania para brincar de pipa.
Um dos meninos, na verdade era um pouco maior que os demais, alem disso, ele é morador de rua e sofre de problemas mentais. Ninguém sabe ao certo de onde ele veio, nem para onde vai, o que se sabe é que transita pelo bairro e pela cidade e entre pessoas que manifestam os mais variados sentimentos que vão da piedade ao desprezo.
Porém aqueles cincos minutos que observei a brincadeira, me fizeram refletir e mais uma vez me sensibilizar com as crianças.
Elas pareciam não se importar nem um pouco, com todas aquelas moralidades e desvios que emanam de sujeito socialmente marcado por stigmas que nós adultos tanto nos importamos. Como por exemplo, o fato dele ele ser doente, morar na rua, ou ser negro.
O mais importante era a brincadeira, o voo da pipa que livre-mente dançava no céu.
A pipa brincava com os meninos e estes brincavam com a vida.
Ao passar por um dos pontos de ônibus do meu bairro, observei três meninos que aproveitavam a ventania para brincar de pipa.
Um dos meninos, na verdade era um pouco maior que os demais, alem disso, ele é morador de rua e sofre de problemas mentais. Ninguém sabe ao certo de onde ele veio, nem para onde vai, o que se sabe é que transita pelo bairro e pela cidade e entre pessoas que manifestam os mais variados sentimentos que vão da piedade ao desprezo.
Porém aqueles cincos minutos que observei a brincadeira, me fizeram refletir e mais uma vez me sensibilizar com as crianças.
Elas pareciam não se importar nem um pouco, com todas aquelas moralidades e desvios que emanam de sujeito socialmente marcado por stigmas que nós adultos tanto nos importamos. Como por exemplo, o fato dele ele ser doente, morar na rua, ou ser negro.
O mais importante era a brincadeira, o voo da pipa que livre-mente dançava no céu.
A pipa brincava com os meninos e estes brincavam com a vida.
A PIPA
A pipa voa sem asas.
Livre, corta o céu.
A pipa dança no azul.
A pipa é dona do azul
A pipa é festeira. É atrevida.
É abusada a debicar.
Ela enfeita a imensidão
Com cores e rabiolas.
Livre, corta o céu.
A pipa dança no azul.
A pipa é dona do azul
A pipa é festeira. É atrevida.
É abusada a debicar.
Ela enfeita a imensidão
Com cores e rabiolas.
A pipa voa tão alto... tão alto....
A pipa é biruta.
A pipa é batuta.
Faz troça com o vento, faz firula...
A pipa é o sonho do menino.
As pipas são as asas do menino.
A pipa é batuta.
Faz troça com o vento, faz firula...
A pipa é o sonho do menino.
As pipas são as asas do menino.
Ah! Como a pipa é bonita!
Fatima
Reis
sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
Persépolis, um filme bom para pensar
Pois bem, aqui estou eu e minhas tentativas de análise.
No ano passado( que legal falar isso), enquanto procurava informações sobre a Pequena Loja de Suicídios para discutir aqui, encontrei correlações com este filme que indico hoje.
Em tempos de terrorismo e certa tensão global(ou talvez européia), é interessante perceber o olhar da crianças diante desses conflitos e Persépolis é um dos filmes que tenta revelar isso.
Trata-se de uma animação francesa, criada em 2007 e baseada na vida de Marjane Satrapi, homônimo de Grabrielli Lopes, que escreveu o livro e dirigiu o filme juntamente com Vincent Paronnaud.
O filme inicia-se com a doce e inocente Marjane, no auge dos seus oito anos e sonha em ser profetisa para salvar o mundo. Entretanto por viver em meio à discussões políticas incitadas por sua família a menina acaba adquirindo senso crítico sobre a sua realidade e em um momento do filme chega a questionar a existência de Deus, assim como desiste de ser profeta.
Assistindo o filme, podemos ver como opera o imaginário da criança e como este é recriado por ela mesma, visto que aos dez anos, a protagonista já faz críticas sob o seu país e sobre a sociedade em que vive. Podemos observar também como opera o sentimento revolucionário em uma menina que ouve punk-rock e se recusa a usar o véu.
Na adolescência Marjane sai de seu país e tem um novo aprendizado: conviver como a diferença. Em diversas escolas que frequenta, ela é tratada como uma alteridade radical, na qual todos se assustam ao saber que ela já acompanhou uma revolução!
Já adolescente, cansada daquelas pessoas e desiludida com o amor, Marjane volta ao seu país e percebe que os regimes estão ainda mais brutais, principalmente com as mulheres. Apenas uma pausa aqui para dizer que este filme também é bastante interessante para se discutir gênero.
Após se casar e perceber que estava totalmente condicionada a cultura de seu país, ela não suporta tanta repressão e se separa, sendo novamente é expatriada do seu país aos 22 anos, para nunca mais voltar
Longe de querer escrever uma sinopse do filme, minha tentativa foi a de demonstrar a ação e a percepção de uma criança menina em meio aos conflitos de seu país, bem como a de revelar como opera o processo de transmissão de uma ideologia em um ambiente repressivo.
Por esse e por outros motivos(que só os senhores irão descobrir) vale a pena ver Persépolis!
Os diversos caminhos das crianças ao irem à escola
Uma série fotográfica apoiada pela Unesco buscou revelar as dificuldades encontradas por crianças ao redor do mundo, inclusive no Brasil, em seu trajeto em direção à escola.
A série foi batizada de “Journeys to School”.
Um belo incentivo para inciarmos 2015!
Alaska - EUA
Wyalkatchem – Austrália
Calcutá – Índia
Casablanca – Marrocos
Djibo – Burkina Faso
Essonne – França
Maripasoula – Guiana Francesa
Hoëdic – França
Mae Sot – Tailândia
Misrata – Líbia
Nairobi – Quênia
Sertão – Brasil
Fonte: Razões para acreditar: http://razoesparaacreditar.com/sobre/
terça-feira, 6 de janeiro de 2015
Crianças!
Boa noite,
estou aqui excepcionalmente na terça-feira para falar sobre um vídeo do canal Porta dos Fundos.
Adoro esse canal, principalmente pelo fato dos comediantes serem tão habilidosos em produzirem um humor crítico à sociedade.
A cada vídeo produzido, observa-se a criatividade em se inverter, questionar e satirizar as normas sociais. Ao meu ver, isso se aproxima e muito com o que as crianças fazem.
Neste vídeo os produtores demonstram inúmeros questionamentos: primeiro uma sociedade cada vez mais controlada por remédios, segundo o engendramento destes remédios nas crianças como forma de controle(a famosa ritalina é citada) e terceiro as noções de educação.
Divirtam-se!
sexta-feira, 26 de dezembro de 2014
Eu (nunca) pensei que todo mundo fosse filho de papai-noel
Olá,
Eu nunca gostei de boneca, minha mãe coitada, fala até hoje que todas as minhas amigas e minhas primas é que brincavam com meus brinquedos porque eu não me interessava. Entretanto, desde criança percebia que existiam algumas que poderiam ter brinquedos mais legais que os outros e que eu não poderia ter tudo o que desejasse. Se digo isso, não é para tornar minha biografia mais dramática, pelo contrário, meu propósito é o de revelar o quanto desde a infância já se está inserido em um modelo arbitrário de consumo.
Aqui na minha cidade e certamente em muitos lugares do Brasil, essa foi a semana em que o papai-noel apareceu para presentear crianças carentes dos bairros da capital. Também observei nas redes sociais a diversidade de fotos de crianças que tiveram seus desejos atendidos e foram presenteados com aquilo que desejavam e escreveram em suas cartinhas para o bom velhinho.
Toda essa movimentação me remete à uma pequena pesquisa que realizei no meio do ano com crianças da minha cidade as quais eu perguntava qual era o sonho delas. Não obstante pude observar que as respostas sempre vinham cerceadas de um ganhar e não de um se tornar, ou seja quando eu perguntava, qual era o sonho delas, me respondiam: ganhar um Xbox, ou um computador, ou um tablet. Em outras palavras, o sonho da criança era se tornar um grande consumidor!
Minha primeira conclusão foi exatamente essa, ou seja, de que estamos - nós enquanto sociedade, instituições e etc - desde cedo ensinando as crianças a serem excelentes cidadãos consumidores e a reproduzirem padrões de consumo.
Por outro lado, esse fenômeno é tão paradoxal, poque da mesma forma em que incentiva ao consumo, também cria distanciamentos, nos quais não será toda a criança que poderá ganhar o que quer. Esse sentimento protecionista de preservação da infância por meio de um presente, parece uma espécie de "redenção para os céus",pois, se durante o ano não se enxergam as crianças da periferia, ou levantam-se o vidro do carro, quando uma delas se aproxima para vender um doce, no final do é só doar uma boneca da barbie para alguém da periferia e me livrar de todas as mazelas de minha própria consciência.
Feliz Natal!!!
sexta-feira, 19 de dezembro de 2014
O que o uso da ritalina em crianças tem a ver com o filme: A pequena loja de suicídios?
Olá,
como prometido, tentarei toda a semana escrever alguma reflexão no blog. Minha tentativa de hoje é a de refletir sobre a imagem da criança no filme a pequena loja de suicídios e
a manipulação da substância ritalina em crianças.
Breve
resumo do filme: a pequena loja de suicídios é um filme baseado na obra do escritor Jean
Leulé e produzido pelo diretor Patrice Laconte em 2012. A animação basicamente
se passa em uma Paris cinza e mórbida afetada por problemas econômicos que inflingiram
na desesperança de seus habitantes.
O resumo do filme está bem sucinto. Ele foi feito de
propósito porque vocês tem acesso a milhares de resumos em milhares de blogs existentes
na nossa querida web. Além disso, deixarei o link do filme completo para que
assistam.
Nesse
ambiente, há uma família que resolve se beneficiar financeiramente da tristeza
dos outros. A família Tuvache administra a pequena loja de suicídios, na qual o
lema é:
“Só
se morre uma vez. Então, que seja um momento inesquecível.”
A
família é composta pelo senhor Mishima, senhora Lucréce, Marilyn e Vincent,
filhos do casal. Todos eles são obcecados pela morte e fazem dela mercadoria. Tudo vai bem para eles e mal para os habitantes
de Paris, até o nascimento de Alan. Este é o clímax do filme e por isso me fez
pensar neste post. Alan é um menino alegre, ele sorri e desde seu nascimento, contagia todas as
pessoas ao redor, ao ponto de um cliente desistir do suicídio ao vê-lo.
Eu me
interessei por Alan porque ele demonstra bem a maneira como a criança tende a
inverter ou questionar o que está instituído. Alan não consegue entender porque
as pessoas não são alegres, não aceita aquela morbidez e mal humor que os
adultos já naturalizaram, em outras palavras,
Alan não se submete as normas sociais!
E
porque isso me fez associar com a ritalina?
Penso que as crianças tendem a causar desconfortos
ao questionarem realidades já concebidas pelos adultos. Fazendo uma pequena
pesquisa sobre a ritalina, descobri que ela é utilizada para a hiperatividade
ou para trazer o paciente para a normalidade. A ritalina também é conhecida
como droga da obediência. Em outras palavras para usar uma expressão de minha
querida mãe, a ritalina é uma espécie de “sossega leão!”.
Com o uso, a criança relaxa e se torna um zombie,
como aqueles que frequentam a pequena loja do filme. A droga é receitada para
crianças questionadoras e seu uso frequente pode levar a dependência, a partir
daí, o não uso da droga leva a abstinência e sintomas que vão desde a surtos
psicóticos, alucinações e outras enfermidades que podem culminar no suicídio!
Certamente não se
pode deixar de lado o problema cultural presente na manipulação deste remédio,
pois vivemos em uma sociedade em que os pais estão ocupados com inúmeros afazeres
e metas para cumprir, não tendo energia para trocar ou dedicar aos filhos
quando chegam em casa. Nesse contexto, a criança arteira, enérgica ou questionadora,
pode se tornar um problema!
Fiquemos atentos!
Vamos debater!
Link para o filme:
sexta-feira, 12 de dezembro de 2014
Eu, a dissertação, o blog e as crianças
Olá, quem é vivo sempre aparece!
E eu estou aqui para dizer que me decidi quanto a pesquisa de mestrado: trabalharei com as crianças nos folguedos populares, mas especificamente com um grupo infantil que realiza a dança dos mascarados na cidade de Poconé - MT. Eles são magníficos! Vou postar um vídeo deles dançando no final.
Meu objetivo é simples: entender o que eles acham da dança! rs! Dentro de todo o processo que os adultos dizem de profissionalização dos grupos populares, há uma enorme criação de grupos infantis sob o discurso de permanência de tradição, bem como captação de recursos para estes grupos.
Mas meu objetivo é entender como as crianças percebem essa dinâmica. Ou o que elas fazem - ou pensam que fazem enquanto dançam. Bem como todas as redes de significado que são tecidas a partir dela, seja na família, na escola ou qualquer outra.
Tá essa é uma parte da dissertação. E como terei que melhorar muito a minha escrita, decidi me esforçar para toda semana escrever algo no Blog. Não será algo necessariamente acadêmico mas que de alguma maneira diga respeito ao universo da criança, da infância ou dos usos que se fazem dela.
Espero por favor receber muitas críticas. (Se quiserem falar algo sobre a dissertação, por favor digammm!)
No próximo post de sexta-feira que vem, falarei sobre a relação do filme a pequena loja de suicídios e a manipulação da ritalina em crianças! Vamos ver o que consigo!
Espero que me ajudem!
Bjos!
Vídeo dos Mascarados de Poconé-MT - Realizada no Seminário de Educação da Universidade onde eu estudo: UFMT.
Reportagem sobre Ritalina elaborada pelo do site outras palavras:
Ritalina, a droga legal que ameaça o futuro
Trailler do Filme: A pequena Loja de suicídios:
Até sexta que vem!
E eu estou aqui para dizer que me decidi quanto a pesquisa de mestrado: trabalharei com as crianças nos folguedos populares, mas especificamente com um grupo infantil que realiza a dança dos mascarados na cidade de Poconé - MT. Eles são magníficos! Vou postar um vídeo deles dançando no final.
Meu objetivo é simples: entender o que eles acham da dança! rs! Dentro de todo o processo que os adultos dizem de profissionalização dos grupos populares, há uma enorme criação de grupos infantis sob o discurso de permanência de tradição, bem como captação de recursos para estes grupos.
Mas meu objetivo é entender como as crianças percebem essa dinâmica. Ou o que elas fazem - ou pensam que fazem enquanto dançam. Bem como todas as redes de significado que são tecidas a partir dela, seja na família, na escola ou qualquer outra.
Tá essa é uma parte da dissertação. E como terei que melhorar muito a minha escrita, decidi me esforçar para toda semana escrever algo no Blog. Não será algo necessariamente acadêmico mas que de alguma maneira diga respeito ao universo da criança, da infância ou dos usos que se fazem dela.
Espero por favor receber muitas críticas. (Se quiserem falar algo sobre a dissertação, por favor digammm!)
No próximo post de sexta-feira que vem, falarei sobre a relação do filme a pequena loja de suicídios e a manipulação da ritalina em crianças! Vamos ver o que consigo!
Espero que me ajudem!
Bjos!
Vídeo dos Mascarados de Poconé-MT - Realizada no Seminário de Educação da Universidade onde eu estudo: UFMT.
Reportagem sobre Ritalina elaborada pelo do site outras palavras:
Ritalina, a droga legal que ameaça o futuro
Trailler do Filme: A pequena Loja de suicídios:
Até sexta que vem!
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