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sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Eu (nunca) pensei que todo mundo fosse filho de papai-noel


Olá,

Eu nunca gostei de boneca, minha mãe coitada, fala até hoje que todas as minhas amigas e minhas primas é que brincavam com meus brinquedos porque eu não me interessava. Entretanto, desde criança percebia que existiam algumas que poderiam ter brinquedos mais legais que os outros e que eu não poderia ter tudo o que desejasse. Se digo isso, não é para tornar minha biografia mais dramática, pelo contrário, meu propósito é o de revelar o quanto desde a infância já se está inserido em um modelo arbitrário de consumo.

Aqui na minha cidade e certamente em muitos lugares do Brasil, essa foi a semana em que o papai-noel apareceu para presentear crianças carentes dos bairros da capital. Também observei nas redes sociais a diversidade de fotos de crianças que tiveram seus desejos atendidos e foram presenteados com aquilo que desejavam e escreveram em suas cartinhas para o bom velhinho.

Toda essa movimentação me remete à uma pequena pesquisa que realizei no meio do ano com crianças da minha cidade as quais eu perguntava qual era o sonho delas. Não obstante pude observar que as respostas sempre vinham cerceadas de um ganhar e não de um se tornar, ou seja quando eu perguntava, qual era o sonho delas, me respondiam: ganhar um Xbox, ou um computador, ou um tablet. Em outras palavras, o sonho da criança era se tornar um grande consumidor!

Minha primeira conclusão foi exatamente essa, ou seja, de que estamos - nós enquanto sociedade, instituições e etc -  desde cedo ensinando as crianças a serem excelentes cidadãos consumidores e a reproduzirem padrões de consumo. 

Por outro lado, esse fenômeno é tão paradoxal, poque da mesma forma em que incentiva ao consumo, também cria distanciamentos, nos quais não será toda a criança que poderá ganhar o que quer. Esse sentimento protecionista de preservação da infância por meio de um presente, parece uma espécie de "redenção para os céus",pois, se durante o ano não se enxergam as crianças da periferia, ou levantam-se o vidro do carro, quando uma delas se aproxima para vender um doce, no final do é só doar uma boneca da barbie para alguém da periferia e me livrar de todas as mazelas de minha própria consciência. 


Feliz Natal!!!




sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Crianças de 9 religiões diferentes desenham seu jeito de encarar Deus


O que o uso da ritalina em crianças tem a ver com o filme: A pequena loja de suicídios?


Olá, 
como prometido, tentarei toda a semana escrever alguma reflexão no blog. Minha tentativa de hoje é a de refletir sobre a imagem da criança no filme a pequena loja de suicídios e a manipulação da substância ritalina em crianças.
Breve resumo do filme: a pequena loja de suicídios é um filme baseado na obra do escritor Jean Leulé e produzido pelo diretor Patrice Laconte em 2012. A animação basicamente se passa em uma Paris cinza e mórbida afetada por problemas econômicos que inflingiram na desesperança de seus habitantes.
O resumo do filme está bem sucinto. Ele foi feito de propósito porque vocês tem acesso a milhares de resumos em milhares de blogs existentes na nossa querida web. Além disso, deixarei o link do filme completo para que assistam.
Nesse ambiente, há uma família que resolve se beneficiar financeiramente da tristeza dos outros. A família Tuvache administra a pequena loja de suicídios, na qual o lema é:

“Só se morre uma vez. Então, que seja um momento inesquecível.”

            A família é composta pelo senhor Mishima, senhora Lucréce, Marilyn e Vincent, filhos do casal. Todos eles são obcecados pela morte e fazem dela mercadoria.  Tudo vai bem para eles e mal para os habitantes de Paris, até o nascimento de Alan. Este é o clímax do filme e por isso me fez pensar neste post. Alan é um menino alegre, ele sorri e desde seu nascimento, contagia todas as pessoas ao redor, ao ponto de um cliente desistir do suicídio ao vê-lo.
            Eu me interessei por Alan porque ele demonstra bem a maneira como a criança tende a inverter ou questionar o que está instituído. Alan não consegue entender porque as pessoas não são alegres, não aceita aquela morbidez e mal humor que os adultos já naturalizaram, em outras palavras, Alan não se submete as normas sociais!
            E porque isso me fez associar com a ritalina?
Penso que as crianças tendem a causar desconfortos ao questionarem realidades já concebidas pelos adultos. Fazendo uma pequena pesquisa sobre a ritalina, descobri que ela é utilizada para a hiperatividade ou para trazer o paciente para a normalidade. A ritalina também é conhecida como droga da obediência. Em outras palavras para usar uma expressão de minha querida mãe, a ritalina é uma espécie de “sossega leão!”.
Com o uso, a criança relaxa e se torna um zombie, como aqueles que frequentam a pequena loja do filme. A droga é receitada para crianças questionadoras e seu uso frequente pode levar a dependência, a partir daí, o não uso da droga leva a abstinência e sintomas que vão desde a surtos psicóticos, alucinações e outras enfermidades que podem culminar no suicídio!
Certamente não se pode deixar de lado o problema cultural presente na manipulação deste remédio, pois vivemos em uma sociedade em que os pais estão ocupados com inúmeros afazeres e metas para cumprir, não tendo energia para trocar ou dedicar aos filhos quando chegam em casa. Nesse contexto, a criança arteira, enérgica ou questionadora, pode se tornar um problema!
Fiquemos atentos!
Vamos debater!  

Link para o filme: 




sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Eu, a dissertação, o blog e as crianças

Olá, quem é vivo sempre aparece!

E eu estou aqui para dizer que me decidi quanto a pesquisa de mestrado: trabalharei com as crianças nos folguedos populares, mas especificamente com um grupo infantil que realiza a dança dos mascarados na cidade de Poconé - MT. Eles são magníficos! Vou postar um vídeo deles dançando no final.

Meu objetivo é simples: entender o que eles acham da dança! rs! Dentro de todo o processo que os adultos dizem de profissionalização dos grupos populares, há uma enorme criação de grupos infantis sob o discurso de permanência de tradição, bem como captação de recursos para estes grupos.

Mas meu objetivo é entender como as crianças percebem essa dinâmica. Ou o que elas fazem - ou pensam que fazem enquanto dançam. Bem como todas as redes de significado que são tecidas a partir dela, seja na família, na escola ou qualquer outra.

Tá essa é uma parte da dissertação. E como terei que melhorar muito a minha escrita, decidi me esforçar para toda semana escrever algo no Blog. Não será algo necessariamente acadêmico mas que de alguma maneira diga respeito ao universo da criança, da infância ou dos usos que se fazem dela.

Espero por favor receber muitas críticas. (Se quiserem falar algo sobre a dissertação, por favor digammm!)

No próximo post de sexta-feira que vem, falarei sobre a relação do filme a pequena loja de suicídios e a manipulação da  ritalina em crianças! Vamos ver o que consigo!

Espero que me ajudem!

Bjos!

Vídeo dos Mascarados de Poconé-MT - Realizada no Seminário de Educação da Universidade onde eu estudo: UFMT.




Reportagem  sobre Ritalina elaborada pelo do site outras palavras:

Ritalina, a droga legal que ameaça o futuro


Trailler do Filme: A pequena Loja de suicídios:


Até sexta que vem!


segunda-feira, 6 de outubro de 2014

A infância de meninas e meninos

A infância de meninas e meninos não é a mesma. Foi o que mostrou a pesquisa “Por Ser Menina no Brasil: Crescendo entre Direitos e Violências” com objetivo verificar o contexto de direitos, violências, barreiras, sonhos e superações a partir do próprio olhar das meninas. Os resultados acabaram trazendo à tona um contexto de gritantes desigualdades de gênero, que prejudicam o pleno desenvolvimento das suas habilidades das meninas para a vida.
As entrevistas foram realizadas entre os meses de julho e setembro de 2013 nos estados do Pará, Maranhão, São Paulo, Mato Grosso e Rio Grande do Sul. As capitais desses estados foram escolhidas pela sua representatividade em suas respectivas regiões, com potencial de indicar as tendências regionais. As meninas e meninas adolescentes participantes da pesquisa foram distribuídas entre 1.609 da amostra das escolas, 149 do estrato de meninas quilombolas e 13 meninas fora da escola. 51,9% das meninas ouvidas têm entre 11 e 14 anos e 47,6% entre 06 e 10 anos (0,58% não informaram a idade). A cor da pele foi considerada de acordo com critérios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 39,1% das meninas têm cor da pele branca, 6,2% preta, 1,2% amarela, 53,2% parda (morena) e 0,3% indígena. O maior contingente de participantes foi de meninas que estudam em escolas da zona urbana (76,5%), enquanto a zona rural foi representada por 23,5%.
No link abaixo, a pesquisa completa:
http://plan-international.org/where-we-work/americas/brazil/sobre-a-plan-no-brasil/pesquisaporsermenina/

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Sobre as crianças e a cidade

Segue abaixo uma despretensiosa tradução minha de um artigo muito bom que saiu essa semana na revista francesa Nouvel Observateur sobre a progressiva privação do acesso das crianças ao espaço público. Naturalmente, a tradução pode ser utilizada, mas peço que citem a fonte devidamente. 

______________________

Como impedimos as crianças de andar

Schepman, THIBAUT. Comment on a interdit aux enfants de marcher
Tradução: Cibele Noronha de Carvalho



Escolha, ao acaso, um filme que mostre um horário de saída de escola primária. Se ele se passa por volta dos anos 50 ou 60 _  nós fizemos o teste com “Meu Tio” ou “A Guerra dos Botões”_ então você verá a maioria das crianças deixando a escola à pé. Quanto mais o filme é recente, maior a probabilidade de que o aluno volte de carro. Se você não tem vontade de investigar a sua cinemateca, dê uma olhada na rua: a quase totalidade dos escolares não são pedestres, mas passageiros.

Os _muito raros_ estudos consagrados ao tema confirmam que as crianças andam cada vez menos. Uma enquete realizada em Languedoc-Roussillon em 2008 e publicada pelo Commissariat général do développement durablel (CGDD)*, estima que “70% de todos os deslocamentos das crianças entre 6 e 14 anos são efetuados de carro.”



Figura 1

Uma outra enquete publicada pelo Centre d´études sur les résseaux, les transports, l´urbanisme e as constructions publiques (Certu)** em 2007 sobre os trajetos em direção à escola primária em Lille e em Lion, mostrava que, mesmo nas grandes metrópoles, as crianças vão cada vez mais e majoritariamente à escola em um carro de passageiros.

Não se afaste demais, heim!

Por que andam tão pouco? Porque nós lhes impedimos! O médico britânico Willian Bird o mostrou isso, acompanhando a família Thomas, que vive e anda há quatro gerações na mesma cidade de Sheffield, no Norte da Inglaterra.

Em 2007, ele publicou um mapa no qual podemos ver o raio de deslocamento autorizado à idade de 8 anos se reduzir ao longo de quatro gerações.


Figura 2  O mapa de Sheffield por Willian Bird, 2007

·      Em 2007, o jovem Ed Thomas teria o direito, aos 8 anos, de ir somente até o fim da rua à menos de 300m de sua casa;

·       Em 1979, sua mãe Vicky teria o direito de ir somente até a piscina à 800m da casa dela;
·       Em 1950, seu avô Jack poderia ir ao bosque à mais de 1,5km da casa dela;
·       Em 1919, seu bisavô George estava autorizado a ir pescar até cerca de 10km da casa dele.


“Evidentemente, as crianças não têm a proibição de andar, mas lidam com muitas interdições na rua. Elas têm limites espaciais para não ultrapassar o entorno de sua casa. Esse limite tanto pode ser uma árvore ou uma casa que foi designada por seus pais.

Isso é frequentemente muito restritivo. Em geral, antes do CM2[1], as crianças não têm o direito de atravessar a sua rua.” _ decifra o antropólogo e urbanista Pascale Legué que vem realizando muitas pesquisas sobre esse tema na França desde o início dos anos 90, principalmente acompanhando crianças em seus deslocamentos.
  
A falta do carro

Desde quando essas proibições se multiplicaram? A pesquisadora cita os trabalhos do historiador Philippe Ariès (“A criança e a rua, da cidade à anti-cidade”, “Ensaios de memória, 1943-1983”, ed. Seuil, 1993), que mostram que a criança começou pouco a pouco a perder seu papel social na cidade a partir do século XIX.

Mas, precisa ela, é no meio do século XX que começa as crianças começam a abandonar a rua. A pesquisadora afirma:

“A criança que corre ou que brinca nas ruas desapareceu de nossos imaginários sobre a cidade. Seu lugar é agora nos espaços reservados, nos parques, nas áreas de recreação ou nos pilotis dos prédios.”

Segundo ela, a responsabilidade é dos urbanistas "que conceberam a cidade para adultos motorizados". As crianças são menos capazes de interpretar e de reagir à velocidade de um carro, retiramos delas seu direito à cidade, como o mostra os esquemas abaixo:




Figura 3. Esferas concêntricas representando os deslocamentos autorizados às crianças em diversos universos urbanos <<L´enfant dans la ville>>, estudo etnológico, àscale Legué, 1994, SCIC, CDC


Mylène Coulais, 56 anos, cuja família vive há quatro gerações em Chauray, na grande periferia de Niort (Deux-Sèvres), quis debruçar-se conosco sobre a história da marcha de sua família.

Da mercearia ao supermercado

Ela se lembra:
“Minha avó nasceu em 1916. Quando era muito jovem, ela ia à lavandeira à pé, 500 metros da casa dela e um pouco mais tarde, ia à pé à cidade ao lado, 5 ou 6 km de lá. Meus pais não iam tão longe à pé, mas eles iam sozinhos à escola, juntando-se a outras crianças no trajeto. Eu também ia sozinha e voltava à pé, ao meio dia, a gente andava muito.

Quando minha filha Emilie chegou à idade de ir pra escola, ela tinha mudado de lugar porque a cidade tinha crescido muito. Quando eu era pequena, éramos 500 habitantes na cidade, hoje somos 5000 pessoas que trabalham em Niort.

O município tinha disponibilizado uma rede de ônibus gratuitos para a escola então minhas crianças iam de ônibus ou de carro. Mas, fora do trajeto para a escola, as crianças pararam de andar. Antes, a gente tinha uma atividade física, à pé, agora a gente os conduz. A gente os deixava fazer o percurso até a mercearia, mas agora essa possibilidade não existe mais, além disso, não há mais mercearias, a gente vai ao supermercado. Contudo, a gente começou a criar um Pedibus para que os pais acompanhem as crianças até a escola à pé.”  

Uma relação com o mundo “transformada”

Essas mudanças têm consequências importantes para as crianças. Primeiro, constata-se que elas estejam menos resistentes que há 30 anos: a capacidade física delas têm regredido cerca de 2% por década. Ora os especialistas convidam: uma prática prolongada e cotidiana de caminhada poderia ser suficiente para conter esse declínio.

A arquiteta Sabine Chardonnet-Darmaillacq se inquieta igualmente: “Qual é a representação de estar fora e de rua quando nos interditaram andar nela durante toda nossa infância? É a relação com o mundo das crianças que é transformada.”

Para lhes devolver o direito de andar, o urbanista Thierry Paquot propõe a interdição da circulação dos carros ao redor das escolas quinze minutos antes e quinze minutos depois da entrada e da saída das crianças.

Pascale Legué propõe igualmente repensarmos a frente das escolas onde “colocamos barreiras para afastar as crianças dos lugares previstos para estacionar.” Ela cita, sem nomear, o exemplo de uma comunidade de Vendée que considerou transformar um grande espaço diante de duas escolas, dedicando-o totalmente aos pedestres, mas que renunciou diante da oposição dos pais. O urbanista lamenta:

“O espaço diante das escolas poderia se tornar um lugar de troca e de jogo. Poderíamos também implantar jardins e fazer dali um lugar de vida para todas as gerações. Ao contrário disso, a gente pensa tudo para o carro e nos reservamos em seguida, cada um nos seus espaços particulares.”

Os passos perdidos das crianças são, decididamente, um belo espelho de nossas cidades.


Fonte: Schepman, THIBAUT. Comment on a interdit aux enfants de marcher. Le Nouvel Observateur. Acessado em: 1 de outubro de 2014. http://rue89.nouvelobs.com/2014/10/01/comment-a-interdit-enfants-marcher-255181





*Delegacia Geral para o Desenvolvimento Sustentável
**Centro de Estudos das Redes, transporte, urbanismo e Construções Públicas
[1] Última fase da École Primaire que as crianças completam, em geral, com 10, 11 anos. 

quarta-feira, 23 de julho de 2014

sábado, 5 de julho de 2014

Crianças brincando

No link abaixo vocês podem visualizar fotos magníficas sobre crianças brincando ao redor do mundo. Vale a pena conferir!!!



E pra descontrair um pouquinho, "taca-lhe pau Marcos!":


Aiai... essas crianças... com elas é diversão garantida!! rsrsrsrsrs

terça-feira, 24 de junho de 2014

IV Jornadas sobre Etnografía y Procesos Educativos



La recepción de resúmenes, así como la inscripción a las Jornadas se realizará en forma exclusiva a través del siguiente link: 

segunda-feira, 23 de junho de 2014

I Bienal Latinoamericana de Infancias y Juventudes

I Bienal Latinoamericana de Infancias y Juventudes
Democracias, Derechos Humanos y Ciudadanías
17 a 21/11/2014

Na última década, incrementam-se de maneira notória os eventos acadêmicos de divulgação teórica e investigativa em Ciências Sociais. Muitos desses espaços se caracterizam por uma forte tendência à socialização de trabalhos que nem sempre impactam na construção do conhecimento coletivo e em oportunidades para a configuração de redes e comunidades acadêmicas de grande fôlego, já que a continuação desses eventos nem sempre é garantida.

A proposta de criação da Bienal latino-americana da infância e da juventude está centrada na ideia de articularem-se os esforços acadêmicos, sociais e culturais que diferentes grupos, pesquisadores, redes e demais grupos de trabalho e de investigação vêm realizando na América Latina sobre os temas da infância e da juventude, com o propósito de oferecer em uma jornada ampla de trabalho, diferentes estratégias formativas, deliberativas, de divulgação e projeção que permitam tornar público saberes, promover relacionamentos e potencializar novos espaços de encontro e colaboração a favor desses indivíduos.

Espera-se que a Bienal se constitua como um cenário ao qual recorram diferentes públicos acadêmicos (estudantes de graduação, pós-graduação e pesquisadores), representantes dos governos, responsáveis por projetos e implementação de políticas públicas, líderes sociais e profissionais que trabalhem em organizações e programas da infância e da juventude. Da mesma maneira, deseja-se que a Bienal permita a participação de crianças e jovens em diferentes espaços de debate, como uma forma de possibilitar a aproximação às vozes, experiências e propostas de vida desses indivíduos.

A primeira edição da Bienal latino-americana da Infância e da Juventude ocorrerá na Colômbia. Propõe-se que seja um evento itinerante que recorra a diversos países latino-americanos, convoque diferentes públicos e se institua como um espaço reconhecido de debate, divulgação acadêmica, socialização de experiências, construção de redes e participação de crianças e jovens de cada um dos lugares onde se realize.


Mais informações, visite o site do evento:

http://bienal-clacso-redinju-umz.cinde.org.co/

sexta-feira, 13 de junho de 2014

4ras Jornadas de Estudios sobre la Infancia

4ras Jornadas de Estudios sobre la Infancia
Lo público en lo privado y lo privado en lo público: sociedad, política y Estado
 
22 al 24 de abril de 2015 - Buenos Aires-Argentina
Centro Cultural de la Cooperación- Av. Corrientes 1543- Ciudad de Buenos Aires
Universidad Nacional de General Sarmiento J. M. Suárez 1150 Los Polvorines- Buenos Aires.
 
Las Cuartas Jornadas de Estudios sobre infancia tienen como propósito seguir consolidando el espacio interdisciplinario para la discusión de distintos trabajos de investigación sobre la historia de la infancia desde el punto de vista de su relación con las políticas públicas, con las formas de organización familiar y de crianza y con las prácticas culturales y políticas tanto del pasado cuanto del presente. La reunión recoge el renovado interés que estos temas han adquirido en los distintos países del continente en los últimos años y tiene como objetivo abordar las complejas relaciones entre el Estado, la sociedad, la política y las familias en la definición de los modos de entender y hacer vinculados a la infancia en distintos contextos geográficos latinoamericanos a lo largo de los siglos XIX, XX y XXI, reconstruyendo y visibilizando la capacidad de agencia de las niñas y niños en esas particulares intersecciones. Es de esperar que este encuentro contribuya a acrecentar el conocimiento sobre las infancias del pasado y sobre las formas actuales de gestión y de acción de esa población.
Las Jornadas reunirán a un grupo de aproximadamente cuarenta investigadores que presentarán resultados y avances de sus investigaciones e incluirán paneles y conferencias a cargo de destacados investigadores nacionales y extranjeros, además de un taller para la discusión de proyectos de tesis. Las presentaciones se organizarán en torno a cuatro ejes temáticos, en cada uno de los cuales se espera que participen diez investigadores:
1. Intervenciones en diálogo y disputa: sociedad civil, Estado e Iglesia.
2- Intimidades públicas: crianzas y arreglos familiares.
3- Lo político y la politicidad de la infancia: prácticas, interpelaciones y discursos.
4- Familias, infancias, mercados y consumos.
Fecha de envío de los abstracts: 30 de julio de 2014.
Extensión máxima: 500 palabras; incluir tema, fuentes e hipótesis. Adjuntar breve CV del/los autor/es (grado académico, institución a la que pertenece/n, correo electrónico). Denominar el archivo de envío con el siguiente formato: APELLLIDO abstract4jornadas
Comunicación de la aceptación de los abstracts: 30 de agosto de 2014.
Fecha de envío de las ponencias: 30 de enero de 2015.
Extensión máxima: 20 páginas incluyendo notas al pie; letra times new roman, tamaño 12, interlineado 1.5. Denominar el archivo de envío con el siguiente formato: APELLIDO ponencia4jornadas
 
Dirección de envío4jornadasinfancia@gmail.com
La aceptación de los abstracts y las ponencias quedará sujeta a la evaluación de una comisión internacional de referato.
 Inscripción: $200 (expositores)- $100 (asistentes)- Actividad no arancelada para invitados y estudiantes de grado. 
Coordinación
Isabella Cosse (CONICET /UBA), Lucía Lionetti (IEHS – UNCPBA), Valeria Llobet (UNSAM/Conicet), Carla Villalta (UBA/Conicet), María Carolina Zapiola (UNGS).
 Auspician
Sección de Antropología Social del Instituto de Ciencias Antropológicas e Instituto Interdisciplinario de Estudios de Género, Facultad de Filosofía y Letras, Universidad de Buenos Aires – Instituto de Ciencias- Universidad Nacional de General Sarmiento – Programa de Estudios Latinoamericanos a Distancia- Centro Cultural de la Cooperación Floreal Gorini- Instituto de Estudios Histórico Sociales "Prof. Juan Carlos Grosso" - Universidad Nacional del Centro - Escuela de Humanidades, Universidad Nacional de San Martín.

domingo, 8 de junho de 2014

Infância, Cultura e Práticas Docentes


Revista Contrapontos

v.14, n.1 (2014): 

Infância, Cultura e Práticas Docentes



quinta-feira, 22 de maio de 2014

VI Seminário de Literatura Infantil e Juvenil

VI SEMINÁRIO DE LITERATURA INFANTIL E JUVENIL
SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE LITERATURA INFANTIL E JUVENIL E PRÁTICAS DE MEDIAÇÃO LITERÁRIA
Período de realização 15, 16 e 17 de outubro de 2014

Universidade Federal de Santa Catarina - Campus Trindade  – Florianópolis – SC
Realização:
Literalise: Grupo de pesquisa sobre literatura infantil e juvenil e práticas de mediação literária (CED/UFSC)
Núcleo de Estudos e Pesquisas em Alfabetização e Língua Portuguesa (NEPALP/CED/UFSC)
Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE/CED/UFSC)
Programa de Educação Tutorial – Pedagogia (PET/CED/UFSC)
Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem (UNISUL)              

Coordenação Geral
Professora Dra. Eliane Debus  – UFSC
Professora Dra. Nelita Bortolotto - UFSC
Professora Dra. Simone Cintra - UFSC
Professora Dra. Dilma Beatriz Rocha Juliano - UNISUL

Car@s colegas 
É com prazer que lhes convidamos para participar do VI Seminário de Literatura Infantil e Juvenil e I Seminário Internacional de Literatura Infantil e Juvenil e práticas de mediação literáriaa se realizar  na Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC - Campus Trindade - Florianópolis -SC, nos dia 15, 16 e 17 de outubro de 2014.
Datas importantes:
§     recebimento de resumos:  até 21 de julho de 2014;
§     envio da carta de aceite:  até 25 de agosto de 2014;
§     pagamento da taxa de inscrição: a partir de 25 de agosto de 2014;
§     recebimento do texto integral:    15 de setembro de 2014
Taxa de inscrição: R$ 30,00 somente para quem vai apresentar trabalho (Comunicação e/ou Pôster)
NORMAS PARA SUBMISSÃO DE TRABALHO
O evento tem como temática central a literatura infantil e juvenil, isto é, a literatura que circula no mercado editorial brasileiro e internacional tendo como público prioritário crianças e jovens, e as práticas de mediação da leitura literária com crianças e jovens. As reflexões serão realizadas a partir de cinco eixos temáticos:
Literatura Infantil e Juvenil e a Formação de Professores: destina-se às reflexões e análises concernentes à formação inicial e continuada de professores da Educação Básica e Superior, em interlocução com a Literatura Infantil e Juvenil: seus autores, títulos, bem como, práticas de mediação literária a partir de obras produzidas para a infância e juventude.
Literatura na formação das crianças: destina-se às reflexões e análises referentes às relações e interlocuções entre a literatura infantil e os processos educativos (institucionais, comunitários ou familiares) com e entre crianças de zero a 12 anos.
Literatura na formação dos jovens: destina-se às reflexões e análises referentes às relações e interlocuções entre a literatura infantil e juvenil e os processos educativos (institucionais, comunitários ou familiares) com e entre adolescentes e jovens.
Literatura e Cultura Digital: destina-se às reflexões e análises construídas nas e a partir das intersecções entre a literatura infantil e juvenil e as tecnologias digitais de informação e comunicação.
Literatura e Diversidade: destina-se às reflexões e análises sobre a temática da diversidade nos livros infantis e juvenis, no campo das relações étnico-raciais, sócio-econômicas, gênero e inclusão de pessoas com deficiências
Modalidades de submissão de propostas:
1) Comunicação (o trabalho pode ser apresentado individualmente ou em co-autoria) Apresentação oral em torno de uma pesquisa desenvolvida ou em desenvolvimento. Cada apresentação terá duração de 15 minutos, mais 10 minutos para debate e perguntas. Essa modalidade de apresentação destina-se a mestrandos, mestres, doutorandos e doutores.
2) Pôster (até 3 participantes) Discussão com participantes a respeito do conteúdo exposto em painel auto-explicativo. A sessão terá duração de 30 minutos. Essa categoria de apresentação destina-se a graduandos, graduados e professores da Educação Básica de escolas públicas.
Configurações do resumo:
O arquivo deve estar no formato “.doc” (documento de word) e vir nomeado com o nome do autor do trabalho seguido de RESUMO. (ex.: Maria da Silva - RESUMO)  (data limite para o envio 21/07/2014)
a) Apresentar em forma dissertativa, de maneira clara e concisa, tema e objetivo do trabalho, fundamentação teórica (sem citação bibliográfica) e conclusões, mesmo que parciais;
b) Formato do resumo: de 250 a 300 palavras e, no final, de três a cinco palavras-chave; fonte tipo Arial, corpo 12; espaço entre as linhas 1,5; título centralizado em caixa alta; à direita, indicação da autoria, nome e sobrenome, instituição de origem entre parênteses e endereço eletrônico.
Obs. A medida do  pôster é de 1,20m de altura e 80 cm de largura.
Após o recebimento da carta de aceite, enviar o Texto integral para o email: 5slijsc@gmail.com com o assunto: TEXTO INTEGRAL 
O arquivo deve estar no formato “.doc” (documento de word) e vir nomeado com o nome do autor do trabalho seguido de TEXTO INTEGRAL. (ex.: Maria da Silva - TEXTO INTEGRAL)  (data limite para o envio 15/09/2014)
Configurações:
a) Fonte Arial, corpo 12; espaço entre as linhas 1,5; adentramento de parágrafo 1,25; texto justificado;
b) Configuração da página: margem de 3,0 cm (superior, inferior, direita, esquerda); tamanho da folha: A4; número de páginas: de 6 a 10 (pôster), de 10 a 15 (comunicação oral), incluindo as referências; versão word 2003;
c) Título em negrito, centralizado; à direita, indicação da autoria, nome e sobrenome (o sobrenome primeiro, em maiúsculas) e instituição de origem entre parênteses;
d) notas de rodapé: recomenda-se a utilização da seguinte norma: SOBRENOME, ano de edição, número de páginas. Ao final do artigo, referências com todos os dados da obra citada, seguindo as normas da ABNT.
Obs. A apresentação oral e o texto escrito podem ser em Português ou Espanhol.
Os Anais serão em formato eletrônico e estarão instalados na página do Núcleo de Estudos e Pesquisa em Alfabetização e Ensino da Língua Portuguesa (UFSC), do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem (UNISUL).
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terça-feira, 20 de maio de 2014

Los chicos en la calle. Llegar, vivir y salir de la intemperie urbana


Presentación del libro "Los chicos en la calle. Llegar, vivir y salir de la intemperie urbana", de Rodolfo García Silva. Ed. Espacio Editorial. Jueves 5 de Junio, 19.00 hs. - Centro Cultural de la Cooperación (sala Jacobo Laks, 3° piso), Av. Corrientes 1543, CABA.

Contratapa
Los chicos en la calle. Llegar, vivir y salir de la intemperie urbana es el resultado de una extensa investigación etnográfica realizada en torno a un grupo de chicos que residen en las calles de una ciudad del conurbano bonaerense. 
El autor recoge, analiza e interpreta un rico acervo de experiencias y relatos, buscando entender las formas de vida y puntos de vista de esos chicos. Alternando la descripción con sus testimonios directos, nos introduce en la comprensión de sus condiciones sociales de origen, las características de sus familias, las razones que los condujeron a la calle y la manera en que allí organizan y dan sentido a su existencia, destacando el modo en que se relacionan con sus pares, con los programas de intervención estatal, los operadores sociales y la policía, entre otros actores con los que entran en contacto.
Su lectura nos permite vislumbrar la manera en que se entrelazan determinaciones sociales y sensibilidades personales, las formas de integración social con la producción subjetiva de sentido en la construcción de identidades que, como cualesquiera otras, buscan hallar reconocimiento, dignidad y trascendencia.
Se trata de una invitación a pensar una de las formas actuales de la cuestión social y los desafíos de las políticas destinadas a atenderla, pero también a realizar una reflexión más general sobre la condición social del hombre.  
 
El autor
Rodolfo García es Sociólogo (UBA), Magíster en Ciencias Sociales (UNGS/IDES), doctorando en Ciencias Sociales (UBA) y docente universitario (UBA). Durante los últimos diez años se ha dedicado a investigar sobre el fenómeno de los chicos en situación de calle de la Ciudad de Buenos Aires y el conurbano bonaerense. Ha publicado varios artículos y contribuciones sobre el tema. Este libro es el resultado de su trabajo de tesis de maestría que realizó siendo becario de CONICET con sede en el Instituto de Investigaciones Gino Germani (FCS-UBA). Actualmente, se desempeña profesionalmente en el Ministerio de Desarrollo Social de la Nación y en el Consejo Nacional de Coordinación de Políticas Sociales.