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sábado, 10 de dezembro de 2011

American Journal of Play - Summer 2011

The newest edition of the American Journal of Play
is now accessible free online at www.journalofplay.org.

Children learn best through play according to the latest issue of the American Journal of Play.Sailboat-cover-Summer2011 3

First, the importance of play in learning is evident in an in-depth interview with Lella Gandini, the Italian author and teacher and leading advocate for the Reggio Emilia approach to early-childhood education. See the full text at "Play and the Hundred Languages of Children: An interview with Lella Gandini." Next, play studies expert Scott G. Eberle explores how play relates to and amplifies Howard Gardner’s eight “multiple intelligences” in a thought-provoking essay, "Playing with Multiple Intelligences: How Play Helps Them Grow." Whether singing our ABC’s as children or practicing mental gymnastics in a game of chess, says the author, play brings delight and sharpens the senses as we acquire new skills.

Additional articles in this issue of the American Journal of Play include:

“Older-Adult Playfulness: An Innovative Construct and Measurement for Healthy Aging Research” by Careen Yarnal, Associate Professor in the Department of Recreation, Park, and Tourism Management at Pennsylvania State University;  and Xinyi Qian, doctoral candidate in the Department of Recreation, Park, and Tourism Management at Pennsylvania State University.

“Influences of Technology-Related Playful Activity and Thought on Moral Development” by Doris Bergen, Professor of Educational Psychology at Miami University in Ohio; and Darrel Davis, Assistant Professor of Educational Psychology at Miami University.

“Fell Running and Voluptuous Panic: On Caillois and Post-Sport Physical Culture” by Michael Atkinson, Associate Professor in the Physical Education and Health Department, University of Toronto.


The American Journal of Play is published by The Strong in Rochester, New York. 
For more information, visit www.journalofplay.org.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Prîara Jõ, Depois do ovo, a guerra

Prîara Jõ, Depois do ovo, a guerra
Vídeo nas Aldeias, 2008


"Depois do ovo, a guerra", de Komoi Panará. Parte do DVD "Cineastas Indígenas: Panará"
As crianças Panará apresentam seu universo em dia de brincadeira na aldeia. O tempo da guerra acabou, mas ainda continua vivo no imaginário das crianças. 

Créditos:

Diretor: KOMOI PANARÁ
Edição: DANIEL BANDEIRA 

 

Prêmios:

- Ficou entre os 10 filmes preferidos do público do festival internacional de curtas de São Paulo, Brasil, Agosto de 2008.
- Prêmio da TV SESC para difusão no canal, no festival internacional de curtas de São Paulo, Brasil, Agosto de 2008.
- Melhor documentário internacional, V Festival Internacional de Cortometrajes de Cusco  FENACO, Peru 2008.
- Prêmio Porta-Curtas da Petrobrás, Festival Janela Internacional de Cinema de Recife, 2008.
- Prêmio Manuel Diegues Júnior(Museu do Folclore), Categoria "Concepção e realização", Mostra Etnográfica do Rio de Janeiro, 2008.
- Melhor curta da mostra competitiva do Festival Cine Gate´s, Brasília, 2008.
- Melhor roteiro do Curta-Canoa, Canoa Quebrada, 2008.

Fonte: Vídeo nas Aldeias

domingo, 14 de agosto de 2011

Brincando na Aldeia

BRINCANDO NA ALDEIA
Kleber de Oliveira e Paulo R. M. Menandro
Editora GM, 2011
email para contato: klebero@uol.com.br
ou pelo Twitter: @Klebero
"A dissertação de mestrado de Kleber de Oliveira, orientada por Paulo R. M. Menandro, cujo conteúdo, com pequenas alterações, constitui a presente obra, teve como título Brincando na aldeia: brincadeiras de crianças Guaranis de uma aldeia em Aracruz - ES.
A investigação que resultou no relato agora disponibilizado como livro envolveu dezenas de horas de observação direta de comportamento das crianças em seu ambiente típico (aldeia situada em reserva encravada em região de crescente urbanização) e a etnografia das brincadeiras acompanhadas durante este período. No conjunto, foram observadas 34 crianças cujas idades variaram de quatro a doze anos. Foram consideradas seis categorias de brincadeiras: de contingência física, de contingência social, simbólica, turbulenta, jogos de construção e jogos de regra. Na análise foram levados em conta aspectos como idade, sexo, ambientes das brincadeiras, objetos utilizados e temas preferidos.
Os resultados evidenciam uma rica cultura lúdica, na qual são poucos os objetos específicos disponíveis para as brincadeiras e é intensa a utilização dos variados ambientes da aldeia, sendo perceptível a liberdade das crianças frente aos adultos. Foram observadas brincadeiras já relatadas em outros estudos sobre a etnia Guarani, brincadeiras presentes em outras etnias indígenas, além de brincadeiras presentes em realidades externas à aldeia, mas sobre as quais é possível ter acesso. As brincadeiras de faz-de-conta apresentaram temas e elementos que retratam a dinâmica das relações interculturais e as reflexões que as crianças elaboram acerca da relação entre sociedade nacional envolvente e seu grupo étnico. (....)" (Contra-capa do livro)
Eis um trabalho que procurou estabelecer o diálogo entre antropologia e psicologia, trazendo teorias sobre o brincar, bem como a infância e as brincadeiras nos povos indígenas, focando nas crianças Guaranis e nas suas brincadeiras cuidadosamente etnografadas.

A publicação do livro foi financiada pela premiação recebida no processo de seleção do Programa Cultura da Gente - Edição de 2010, do Banco do Nordeste do Brasil.

Vale a pena conferir o livro.
Para informações sobre como adquirir, entrem em contato com o autor.

terça-feira, 10 de maio de 2011

"A pombinha e o gavião"

Nesse domingo, 8 de maio, li no blog Geografia da Infância, uma nota de campo muito interessante. Compartilho aqui a referida nota.
Nota de Campo
Local: CAIC de Linhares 
Autor: Efigenia Viana do Carmo

Não poderia deixar de relatar aqui o episódio ocorrido na manhã do dia 03/05/2011...
Estávamos eu e a professora de Ed. Física organizando as três turmas do 1º ano no refeitório para iniciarmos o recreio no campo... As crianças nos acompanharam naquele movimento de praxe: Empurra na fila, tropeça no colega, bebe o resto do suco, cata merenda da caixa... Excepcionalmente nesse dia uma aluna chorava com dor de garganta, o que me fez liberar os alunos para brincarem próximo ao parquinho enquanto a atendia..
Depois de encaminhar a aluna à secretaria notamos algo diferente no recreio, ao invés da corrida de sempre, os alunos se aglomeraram em torno de algo que, de onde nós estávamos, não dava para saber o que era.. 
Pensei: “Estão quietos demais..”
Fui até eles. E estavam ali 52 crianças observando um monte de penas e partes de uma pombinha... Tirá-los de perto foi difícil, muita curiosidade.. Eu juntava dez de um lado, corria os outros 42 do outro e voltavam a "cena do crime..." Como não havia médico legista ou algum perito no local, chamamos 1 funcionária para recolher os restos mortais da pomba... Enquanto a professora de Ed. Física foi buscar uma funcionária, fui interpelada pelas 52 crianças a respeito do ocorrido.. Estavam consternados.. E todos queriam saber como a pomba morreu, onde estava o resto da pomba, cadê a cabeça, o que é gavião, se gavião come criança, que cor é, quantas pombas come por dia... Foram muitas perguntas, se eu estivesse no show do milhão teria sido arrasada, porque não tem neurônio matinal que agüente a argüição ininterrupta desses meninos..
E eu pensando: “Cadê a professora? Cadê a funcionária, eu não sei quantas pombas o gavião come por dia... Socorro!!!!!”

Respondida 90% das perguntas (os outros 10% eu pulei porque não sabia na hora, fiquei de pesquisar e responder depois) e retirados os restos mortais da pomba, feita toda a higienização do local,  nós liberamos os alunos para o recreio. Num primeiro momento todos ficaram procurando as outras partes da pomba... O que foi estranho... Não encontrando, se dividiram em brincadeiras variadas... Mas uma delas nos chamou a atenção:
Um grupo de crianças gritava: “Nós somos as pombinhas” e um dos alunos esticando a blusa como se fosse asas gritava: “Eu sou o gavião...” E saiam correndo gritando: “Eu sou a pombinha, o gavião quer me pegar..” E assim passaram todo o recreio brincando de gavião e pombinha... Quem inventou essa brincadeira? Sinceramente não sei. Mas que deve ter sido assim que surgiram brincadeiras como Corre cutia, Cobra cega, gato e rato... Há isso não tenho dúvidas! Ri muito! Não vou esquecer nunca!
VOCÊS SÓ ME DÃO ALEGRIA!!!!"
FONTE: Geografia da Infância