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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

GT 8: ANTROPOLOGIA DA CRIANÇA: explorando o “ofício do antropólogo” quando os nativos são crianças.


GT 8: ANTROPOLOGIA DA CRIANÇA: explorando o “ofício do antropólogo” quando os nativos são crianças.
Coordenação: Flávia Pires (UFPB/University of Sheffield), Patrícia Oliveira (UFPB), Christina Gladys (UFPB)

As propostas devem ser encaminhadas para o e-mail: grupodepesquisa.crias@gmail.com

Dando continuidade às atividades do grupo de pesquisa CRIAS: Criança, Cultura e Sociedade e ao debate engendrado no GT “Antropologia da Criança: pesquisas em andamento em um campo em construção” durante a “II Semana de Antropologia do PPGA/UFPB” em 2012 gostaríamos de propor o aprofundamento do debate sobre antropologia da criança, com especial ênfase no fazer antropológico. Nosso intuito é debater artigos que levem em conta a metodologia na pesquisa com crianças, colocando em cheque o “ofício do antropólogo” através dos dilemas, desafios e vantagens colocados quando os nativos são crianças.

Mais informações no link: http://semanadeantropologia.wix.com/

domingo, 16 de setembro de 2012

GT 01 - Antropologia da Criança: pesquisas em andamento em um campo em construção​​


II Semana de Antropologia do PPGA/UFPB
Ética Antropológica em Debate

João Pessoa - 27 a 30 de novembro de 2012


GT 01 - Antropologia da Criança: pesquisas em andamento em um campo em construção
Coordenadoras: Flávia F. Pires (UFPB) / Patrícia Oliveira (UFPB)
Email para envio de propostas: patriciaoss1288@yahoo.com.br
Descrição:
A Antropologia enquanto campo do saber é muitas vezes acusada de negligenciar, desde sua criação no século XIX, certos aspectos da realidade social, entre eles o estudo sobre a condição social da criança como categoria de análise. Após vários esforços para reparar, no início do século XX, tais insuficiências da disciplina, o que se convencionaria chamar de Antropologia da Criança continuou, de certo modo, sendo considerada um tema de importância marginal. Contudo, a partir da segunda metade do século XX, é notável uma crescente valorização dos estudos sobre a infância como um tema central na construção de um novo paradigma que visa compreender a natureza histórica e cultural da criança, tratando-a como agente e sujeito. Por isso, este grupo de trabalho tem como objetivo promover um debate fecundo sobre o universo das crianças e do fenômeno social da infância sob a ótica da antropologia, a partir de estudos em andamento, tanto teóricos quanto de natureza empírica, a fim de, por um lado, fomentar a interação entre alunos, professores, pesquisadores e demais interessados e, por outro, contribuir para uma maior visibilidade deste campo de estudo no estado da Paraíba.


*DATA LIMITE* PARA ENVIO DE RESUMOS PARA GT: 14/10/2012.
Maiores informações no site: http://semanadeantropologia.wix.com



sábado, 7 de janeiro de 2012

Monthly Seminar - Young People and Social Change: Illuminating the Connections between Children/Youth Studies and Development Studies

To view full size, click on the image.
Young People and Social Change: Illuminating the Connections between Children/Youth Studies and Development Studies

Discussion introduced by Roy Huijsmans (Institute of Social Studies)

To a large degree, children & youth studies and development studies constitute two separate communities of scholars with their own bodies of literature. This seminar is dedicated to a discussion on how both fields of study could find a meaningful collaboration and joint inspiration. 
Over the past decades the study of children and youth has attracted considerable attention across the social sciences. These researchers share a common premise in 1) conceptualising children and young people as social actors, and 2) in assessing childhood and youth as social constructs. Whilst young people have also attracted some scholarly attention in the field of development studies, it has remained a largely adult-centred domain despite the demographic realities in developing countries. On the other hand, development studies have also much to offer to children and youth studies. Development studies can draw on a significant amount of accumulated knowledge and experience on themes like agency, participation, empowerment, human rights, inequality, poverty, discourse and governmentality, themes which are currently attracting an increasing amount of critical attention in children and youth studies.

To view full size, click on the image.


www.anthropologyofchildren.net

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

História do percurso da sociologia e da antropologia na área da infância

História do percurso da sociologia e da antropologia na área da infância

Adriana Friedmann

Revista Veras, v. 1, n. 2 (2011)

Resumo:

O presente artigo pretende contribuir para situar o leitor a respeito da história e do estado da arte dos estudos, teorias e autores relevantes na área de Ciências Sociais – Sociologia e Antropologia – no âmbito da Infância. O artigo apresenta as principais ideias que norteiam esses estudos e aponta para a importância de uma interlocução com as áreas de Psicologia do Desenvolvimento e Educação. Alguns caminhos metodológicos utilizados por antropólogos são citados, assim como referências bibliográficas essenciais.

Texto Completo: PDF

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Simposio 27: ANTROPOLOGÍA DE LA INFANCIA: EDUCACIÓN, PEDAGOGÍA Y CULTURA

www.xivcongresoantropologia.com
Departamento de Antropología | Facultad de Ciencias Sociales y Humanas | Universidad de Antioquia
Colombia

Simposio 27: ANTROPOLOGÍA DE LA INFANCIA: EDUCACIÓN, PEDAGOGÍA Y CULTURA

Coordinadores:
Mauricio Caviedes Director del Departamento de Antropología de la Pontificia Universidad Javeriana Ciudad: Bogotá, Teléfonos: 320 8320 ext. 5887. Correo electrónico: mcaviedes@javeriana.edu.co.
Maritza Díaz Profesora del Departamento de Antropología de la Pontificia Universidad Javeriana
Ciudad: Bogotá Teléfonos: 2218163; 3153405352; Correo electrónico: manuena@gmail.com.
 
Descripción del simposio:
La infancia y la niñez son progresivamente temas de mayor relevancia de la investigación académica y en particular en la antropología. La comprensión acerca de las diferentes concepciones de infancia, la situación de los niños y niñas en diferentes contextos sociales y culturales, la relación entre la educación, la pedagogía y los procesos de socialización en la conformación de la identidad cultural, el papel de la agencia y la participación de los niños y niñas como actores sociales y productores de cultura, son apenas algunos de los aspectos que se vienen comprendiendo.
Habiendo realizado dos simposios sobre antropología de la infancia, consideramos pertinente adelantar un encuentro orientado al análisis de la relación entre educación, pedagogía y cultura en la formación del sujeto cultural. Esta reflexión abre el diálogo entre experiencias adelantadas al interior de la sociedad nacional, experiencias educativas realizadas entre grupos étnicos, así como de la relación entre unas y otras.
Resulta necesario incorporar a este diálogo, las perspectivas de los actores de diferentes experiencias, así como las perspectivas de los niños y de las niñas como parte del conjunto de interpretaciones acerca de la educación, pedagogía y cultural, en el marco de una antropología de la infancia.
Algunos interrogantes específicos:
¿Sobre qué aspectos descansa la coherencia entre la relación educación, pedagogía y cultura?
¿Cómo articular los procesos de fortalecimiento de las pedagogías propias en contextos escolarizados de educación intercultural?
¿Cuál es el papel de los contextos sociales, económicos y culturales en la investigación sobre el aprendizaje en contextos no escolarizados?
Atendiendo a lo anterior, consideramos que contamos en el país y en la región con una gran variedad y riqueza de experiencias de etno-educación y de educación proyectada sobre condiciones de multiculturalidad y procesos  interculturales  o transculturales.  Un grupo de investigadores (antropólogos y antropólogas y profesionales de otras disciplinas), así como miembros de diferentes comunidades, con investigaciones e implementación de proyectos que permiten una rica reflexión.
 
Objetivos:
  • Convocar a antropólogos y antropólogas, así como a profesionales de las ciencias sociales, a abrir una discusión acerca de la relación entre educación, pedagogía y cultura, para definir en conjunto, lineas prioritarias de investigación en el tema. 
  • Poner en discusión las visiones estatales sobre educación, infancia y cultura, con las propuestas de las organizaciones sociales. 
  • Divulgar los avances y debates investigativos y las propuestas de organizaciones sociales e instituciones estatales sobre el tema. 
  • Generar una publicación que defina las discusiones y líneas mas importantes de investigación en antropología de la infancia, desde los problemas de la relación entre infancia, pedagogía y cultura. 

Vea todos los simposios aprobados haciendo clic en la imagen:

terça-feira, 22 de novembro de 2011

A Criança Xikrin e seu lugar na sociedade

Extrato retirado do texto da antropóloga Clarice Cohn: "A experiência da infância e o aprendizado entre os Xikrin"
In: SILVA, Aracy L. da; NUNES, Angela; MACEDO, Ana Vera L. da S. (Orgs.). Crianças Indígenas: Ensaios Antropológicos. São Paulo: Global, 2002.

A CRIANÇA XIKRIN E SEU LUGAR NA SOCIEDADE
       Mas quem são as crianças Xikrin e qual seu espaço na vida social? Essa questão, claro, não será completamente respondida nessas poucas linhas, mas podemos começar por dar uma idéia de seu lugar na sociedade Xikrin.
       Em primeiro lugar, as crianças são fundamentais na definição das categorias de idade, as quais, com o gênero, são o meio privilegiado de estabelecer o status social dos indivíduos: o nascimento da criança consuma um casamento (assim como a falta de crianças e principalmente a morte de filho(s) são motivos para separação), e dá aos pais a condição de adulto, tornando-os mekrare, coletivo/filhos, os que têm filhos. É também pelo número de filhos que um homem ganha maior participação na oratória, ao alcançar uma quantidade que é sempre especificada com um mínimo de quatro filhos. Quanto à mulher, ela passa a fazer parte das reuniões para a pintura corporal coletiva apenas depois do nascimento de seu primeiro filho, sendo até então pintada em casa, pela mãe; as atividades coletivas dividem-nas, também, de acordo com o número de filhos, em três grupos: as que têm poucos filhos, as que têm muitos e as velhas. A velhice também é explicada pelos Xikrin e tem por referência os filhos: velho (mebengêt) é aquele que não tem mais filhos.
     Note-se ainda, que, embora haja mães solteiras, as quais, portanto, ganham o status de mekrare sozinhas, essa condição afeta igualmente o casal. Desse modo com exceção das mães solteiras, e mesmo assim, apenas quando o homem não se assume pai da criança, uma mulher nunca fica grávida sozinha: é o casal que é dito grávido (metujarô - coletivo/grávido).
      Os filhos são muito desejados, e não há preferência entre os sexos. Mas os Xikrin dizem que o melhor é ter filhos de sexos alternados: se o primeiro for homem, espera-se que o segundo seja mulher, e assim por diante. Para entender isso, basta lembrar  que o ideal (ou seja, o que nem sempre pode ou é realizado na prática, mas é uma referência para todos) é que os irmãos "troquem nomes", ou seja, que o irmão dê seu nome para o filho da irmã e vice-versa. Ter filhos de sexo alternado é, portanto, também um arranjo ideal.
    As crianças, como ficará claro, são excluídas de pouquíssimos acontecimentos que importam no cotidiano e nos rituais dessa sociedade. Seu cuidado toma a maior parte do tempo dos adultos; sua saúde, andanças e novos aprendizados são parte importante das conversas cotidianas, especialmente das mulheres. A elas, pouco é proibido.
     Elas ocuapm quase todo o espaço da aldeia, mas sua inserção maior se dá no domínio feminino - a periferia da aldeia, o círculo das casas. Se as meninas vão passar toda a sua vida aí, os meninos começam cedo a se distanciar da casa materna e a se voltar ao centro, o espaço masculino, onde passam a dormir até que se casem e vão morar na casa da esposa. De fato, atualmente, os meninos nem sempre dormem no centro da aldeia; algumas vezes, grupos de rapazes resolvem ocupar o ngàb, mas nem todos lá dormem. São especialmente nos momentos rituais que eles costumam reunir-se para dormir no centro. Mas o que deve ficar claro é que os homens passam seus primeiros anos mais ligados ao universo feminino, e devem, ao longo da vida, desligar-se dele para ocupar seu lugar no centro, o domínio masculino.
    O que seria específico às crianças Xikrin, que não é compartilhado pelos adultos? Certamente suas brincadeiras, algumas das quais, aliás, seus avós também brincavam quando tinham sua idade; os brinquedos, uma parte da cultura material voltada só à criança; e sua mobilidade, especialmente entre as casas. Não há, porém, entre os Xikrin um repertório musical infantil, como não há também para os adultos um repertório musical que seja independente de festas; ambos, adultos e crianças, cantam no cotidiano as músicas dos rituais, mengrere. Por outro lado, a pintura corporal é um importante marcador de sua condição, diferenciando-as dos adultos em motivos e contextos de uso, e explicitando o fim de um ciclo, o fim da infância, quando formam uma nova família.
      Não se pode dizer que a participação das crianças nas atividades produtivas seja crucial. A das meninas talvez seja mais necessária, já que, cuidando das crianças menores, possibilitam à mãe realizar suas tarefas cotidianas. No entanto, os adultos normalmente pedem às crianças que façam coisas menores, como pegar algo, trazer água, reavivar o fogo etc., e as crianças, por estarem livres das restrições sociais que impedem vários adultos de falar entre si e de se visitar, são importantes na comunicação entre as casas.
      E, por fim, quem são afinal as crianças Xikrin, ou como elas são divididas por categorias de idade? Um recém-nascido é dito karore, e recebe muitos cuidados especiais. Seu pai não deve caçar, sua mãe deve comer, nos primeiros dias, apenas palmito e castanha, ampliando sua dieta com produtos da roça, peixe, até, finalmente, os pais poderem voltar a comer carne. É nos primeiros dias que a criança recebe um nome: um menino, de um dos avôs ou do irmão de sua mãe, uma menina, de uma das avós ou da irmã de seu pai. Logo que o umbigo cai, os pais começam a retornar à sua vida normal. A criança começa, então, a engordar e crescer; quando sua pele estiver "dura" (kà tôx), a mãe já retomou todas as suas atividades. As crianças Xikrin mamam até bem tarde, "abandonando o peito" (kà re), como eles dizem, apenas quando nasce um irmãozinho. É raro que todos na aldeia já saibam seu nome, e é mais comum essa criança ser chamada de karore (que poderíamos talvez traduzir por nenê), ou de "menina" (kurere) ou "menino" (bokti). Quando começa a andar, seu cabelo será cortado do modo Kayapó, sua pintura corporal mudará, e ela não é mais chamada "nenê", mas criança (meprire, no singular prin), independente de seu sexo. Os Xikrin dizem que o ideal é que a mãe volte a engravidar apenas nesse momento, mas atualmente, as gestações têm sido mais próximas umas das outras.
      As crianças vão então ganhando mais espaço, ficando cada vez menos atreladas à mãe. Elas se reúnem cada vez mais em grupos. O menino começa, desde cedo, a se soltar mais pela aldeia, a se afastar da casa materna; formam grupos de mesma idade e são ditos meokre. Esses grupos reúnem meninos com alguma diferença de idade entre si, e definidos mais pela categoria que pela idade relativa; um menino de 5 anos já se aventura mais longe da mãe, e pode se juntar a um desses grupos; os meninos mais velhos brincando no pátio têm por volta de 10 anos. Os meokre andam pelo pátio, pelo campo formado pela pista de pouso e pela beira do rio, não se aventurando muito mais longe que isso. Crescendo um pouco mais, passam a maior parte do tempo com seus companheiros de idade, formando grupos dos mebokti. Os mebokti já se aventuram mais longe, planejando excursões de coleta na capoeira e nos caminhos das roças. Essa fase só passa quando ele se torna norony, reside no ngàb e está mais afastado da casa materna. A menina ao crescer torna-se uma kurereti e, enfim, uma printi (quando já mocinha, mas ainda solteira). Como vimos, ela tem menos mobilidade, permanecendo para sempre na casa da mãe. No entanto, elas também se reúnem em grupos para brincar, e as amizades que criam duram para toda a vida.
     É logo após o nascimento que a criança tem o lóbulo de sua orelha perfurado e, se for menino, o lábio. Neles são inseridos pequenos fios de algodão. Quando a criança cresce, o furo do lábio dos meninos é preenchido por um pequeno adorno de madeira (akokakô), que se fixa no interior do lábio por uma extremidade me forma de T. Em alguns meninos, esse furo é ainda aumentado e preenchido por um pequeno batoque redondo; na maioria, ele permanece pequeno e é adornado por um fio de contas de miçangas. Nos lóbulos das orelhas, o algodão é substituído também por um pequeno cilindro de madeira pintado com urucum (bàridjua), que vai sendo aumentado gradativamente, enquanto ganha o formato de um cone, e é retirado quando a criança começa a andar, para nunca mais ser usado. Antigamente, os homens usavam o batoque labial na idade adulta, e seu tamanho era indicativo da capacidade oratória. Hoje em dia, os meninos usam esse adorno até a idade de aproximadamente 6 ou 7 anos, retirando-o depois para sempre.
     Os pais têm orgulho de seus filhos quando eles se mostram voluntariosos ou "brabos", como glosam o termo okrê. É okrê uma criança que responde, emite opiniões, e reage quando provocada. É comum que pais e avós a provoquem, divertindo-se e orgulhando-se com sua reação. Pais e avós são sempre muito atentos à natureza própria das crianças, que não se tenta mudar: um grupo de irmãos é diferenciado, pelos pais ou avós orgulhosos, quanto à personalidade de cada um, sendo uns "bravos", como vimos, outros mais tranquilos (referidos pela negativa okrê kêt, não bravos), e outros curiosos e espertos (os quais podem ser referidos por uma variedade de expressões, como no mex, "ollho bom", que ficarão mais claras adiante).
(...)
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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

MR20: Antropologia da criança: qual antropologia?

http://www.encontroanpocs.org.br/2011/
MR20: Antropologia da criança: qual antropologia?
4ª feira, 26/10, 09h00
Coordenadora: Clarice Cohn (UFSCar)
Expositoras: Ana Maria Rabelo Gomes (UFMG), Antonella Maria Imperatriz Tassinari (UFSC) e Fernanda Bittencourt Ribeiro (PUC-RS)


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