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domingo, 31 de maio de 2015

Minha professora disse que minha religião é do demônio


Diálogo com um garoto de 12 anos


Eu estudo em um colégio de freira, mas tenho outra religião.Um dia quando falei da minha religião para a professora ela disse que minha religião era do demônio.
E o que você fez? - pergunto eu assustada.
Ah, eu nem liguei, porque ela é louca!
E os seus amigos, o que acham? 
Eu não tenho amigos, porque meus amigos - da escola - não gostam da minha religião. 


quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Quem tem medo de mal-assombro?

Quem tem medo de mal-assombro?
Religião e Infância no semiárido nordestino
Flávia Ferreira Pires
278 páginas
ISBN 978-85-7650-307-1
1° edição, 2011.


Link: http://www.e-papers.com.br/produtos.asp?codigo_produto=2157

Apresentação:
Quem tem medo do mal-assombro: religião e infância no semiárido nordestino já nasceu vocacionado a ser um clássico, introduzindo no Brasil a vertente de estudos antropológicos sobre a infância e desde a ótica das epifanias do sagrado, muito embora o livro não trate unicamente de crianças, mas também de adultos, de vivos e de mortos. A autora, desde a sua formação nos quadros do curso de graduação em Ciências Sociais da UFMG, a qual tive a honra e o privilégio de acompanhar de perto, já prenunciava a pesquisadora destemida e brilhante que o livro que agora vem a público atesta. Flávia nos convida a entrar no mundo do sagrado infantil, fazendo ecoar um outro convite, feito há exatos 73 anos por Michel Leiris no seu fabuloso Le sacré dans la vie quotidienne. Se com o segundo aprendemos que o sagrado é qualquer coisa de prestigioso, de insólito, de perigoso, de ambíguo, de interdito, de segredo, de vertiginoso, de sobrenatural, e cuja noção desenvolvemos na mais tenra/terna infância a partir da experiência de objetos, de lugares, de circunstâncias, de personagens (humanos e extra-humanos), como o chapéu de seu pai, o quarto parental, o banheiro, a salamandra, o hipódromo de Auteil, etc., que povoaram seu mundinho infantil e o educaram para o multiverso da força mágica, logo do poder criador da vida, Flávia nos ensina, numa fantástica etnografia da ontologia dos mal-assombros que, na Catingueira, e para as crianças, o sagrado assume a forma de vampiro, de bruxa, do Homem do Saco, do Papa-figo, da Rasga-mortalha, da Maria Fulozinha, do Gasparzinho (o Fantasminha Camarada), e vários outros personagens da TV, assim como de “acontecimentos inexplicáveis como uma zoada estranha, um vulto, uma bandeira branca, um pano branco, um peso na garupa da bicicleta, um clarão, uma sombra fria, uma gargalhada”; e ainda: “uma tocha de fogo, um assovio, uma voz estranha, uma réstia na parede, uma mão branca cheia de pelos. Sem falar no bicho-papão, no lobisomem, na Mulher de Branco, no espírito de luz,  no zumbi, na Cuca, no esqueleto, na mula sem cabeça, no Diabo, na Morte e nos animais como aranha caranguejeira, morcego, barata, cobra, cobra de cinco cabeças, rasga-mortalha (coruja), jacaré”. Conclui, dando droit de cité às crianças, afirmando que elas não somente têm “a sua visão do mundo”, reconhecendo que uma tal visão de mundo é “uma interpretação plausível, que ilumina aspectos do real que talvez estivessem obscuros a um adulto”, nos ensinado de modo cabal “a legitimidade da linguagem infantil como discurso elucidativo e analítico”. Vai mal-assombro ser gauche na vida...
Léa Freitas Perez

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Palestra: “QUANDO EU CRESCER, EU VOU ESCOLHER A MINHA RELIGIÃO!”

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA - PPGS/PPGA

Grupo de Pesquisa CRIANÇA: Sociedade e Cultura - CRIAS - CONVIDA para a palestra:

“QUANDO EU CRESCER, EU VOU ESCOLHER A MINHA RELIGIÃO!”:
a reinvenção da religião dos brasileiros através do olhar infantil

Roberta Bivar C. Campos (UFPE)

Resumo:
Qual é a religião da criança nordestina? O que orienta a sua experiência religiosa e entendimento de sua religiosidade e de seus próximos? Como reage à diversidade religiosa? Este artigo pretende refletir como a criança nordestina de classe média da cidade do Recife experimenta e pensa sua identidade religiosa e as dos colegas de escola. Procuramos compreender como as crianças vivenciam a diferença no espaço escolar brasileiro com a finalidade de percebermos se seu comportamento refletiria atitudes de respeito e inclusão das diferenças ou se expressaria intolerância.
Autoria: Roberta Bivar C. Campos (Professora Adjunta IV UFPE) e Juliana Cintia Lima e Silva (Mestranda PPGA- UFPE)
DIA 14/10/11
ÀS 14:OOH
SALA DE AULA DO PPGA/ CCHLA/UFPB

segunda-feira, 18 de julho de 2011

"Religião"

Por indicação de uma amiga, assisti nesse fim de semana ao documentário Jesus Camp (EUA, 2006, 86 min. - Diretor: Heidi Ewing e Rachel Grady). O documentário trata sobre uma acampamento evangélico de verão nos EUA e mostra como estão doutrinando suas crianças. (Está disponível no youtube em 10 partes, posto aqui também).
Aviso aos ateus: pode ser revoltante!!!


Ao final do vídeo aparecem os vídeo relacionados, procurem pelas partes seguintes. Caso não consigam, seguem os links da sequência:
Observando a lateral do youtube, encontrei outro vídeo sobre religião e infância. Este é sobre crianças que são acusadas de bruxaria na África, por homens que carregam em sua vestimenta a imagem de Jesus Cristo.
Aviso: essas imagens podem causar sentimento de revolta até nos cristãos mais convictos.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

COPENHAGEN COLLOQUIUM ON CHILDREN AND RELIGION

COPENHAGEN COLLOQUIUM ON CHILDREN AND RELIGION

 
18-19 May 2011

Department of Education and MindLab Aarhus University
Aarhus University (Copenhagen Campus - Danish School of Education), Denmark
The study of children and religion is currently on the rise. This is in part due to renewed interest in cognitive and relational approaches to religious learning and transmission, which enlist the help of children as experimental informants, or study children as participants in real-life religious rituals. This is also partly due to renewed controversy among governments, religious communities, educators and other stakeholders over the place of religion, faith-based identities and affiliations in children’s lives. Present scholarship on children and religion is thus not only scattered widely across disciplines and departments, it is also divergently focused on questions of cognition and spirituality and the cultural politics of morality, education, identity, affiliation and rights.
The purpose of this colloquium is to bring together international scholars to engage in a common discussion about the ‘relationship’ between children and religion and the ways in which scholars study this relationship.  Which understandings of ‘children’ are informing contemporary studies of religion, spirituality and cognition – and which understandings of ‘religion’ are informing contemporary studies of children and youth in diverse settings?
The colloquium will address the following themes:
1) Religious ideas and practices pertaining to children, and how these serve to shape children’s lives.
2) The ways in which children—as social actors, learners, symbols of collective futurity - shape religion.
3) Understandings of ‘children’ and ‘religion’ brought into play in research on children and religion and how these feed back into understandings and practices discussed above.
Invited speakers:
Armin W. Geertz, Professor in the History of Religion, MindLab, Aarhus University
Christina Toren, Professor of Anthropology, St. Andrews University
Cristine Legare, Assistant Professor, Department of Psychology, University of Texas, Austin
Marcia J. Bunge, Professor of Humanities and Theology, Valparaiso University
Michael Allen, Professor Emeritus of Anthropology, University of Sydney

FURTHER INFORMATION, CLICK HERE.